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Lean
Cinco princípios para entregar valor com menos desperdício: valor, fluxo de valor, fluxo, puxar e perfeição.
Fonte
Womack, J. P.; Jones, D. T. Lean Thinking: Banish Waste and Create Wealth in Your Corporation. Simon & Schuster, 1996.
Lean é o nome dado no Ocidente ao sistema de gestão estudado a partir da Toyota. O termo ganhou o grande público com "The Machine That Changed the World" (1990), de James Womack, Daniel Jones e Daniel Roos, resultado de uma pesquisa do MIT sobre a indústria automobilística.
Os cinco princípios
Em "Lean Thinking" (1996), Womack e Jones resumiram o pensamento enxuto em cinco princípios:
- Valor: definido pelo cliente final, não pela empresa.
- Fluxo de valor: identificar todas as etapas que levam o produto até o cliente e separar as que agregam valor das que não agregam (ver Value Stream Mapping).
- Fluxo: fazer as etapas que agregam valor andarem sem interrupção, sem lotes e esperas.
- Puxar: produzir só quando o cliente, ou a etapa seguinte, pede.
- Perfeição: repetir o ciclo continuamente, sempre removendo mais desperdício.
Desperdício
Os livros chamam de desperdício (muda, em japonês) toda atividade que consome recurso e não cria valor para o cliente. Em escritório, os exemplos mais comuns são espera por aprovação, retrabalho, informação que é digitada duas vezes e relatórios que ninguém lê.
Um cuidado
Lean não é sinônimo de cortar custos ou pessoas. Os autores insistem que o ponto de partida é o valor para o cliente; cortar sem enxergar o fluxo costuma apenas mudar o desperdício de lugar. A teoria das restrições e o limite de WIP são ferramentas irmãs.
Fontes
- Womack e Jones · Lean Thinking (Simon & Schuster, 1996)
- Womack, Jones e Roos · The Machine That Changed the World (1990)
Conhecimento geral compartilhado pela Genesis Innovation. Não substitui a análise de um especialista sobre o seu caso.